Symantec Q&A – Enterrando de vez um banco de dados antigo

18 Julho, 2009

Achei que deveria escrever este artigo sobre esse banco de dados, para ajudar outras pessoas que algum dia possam ter o mesmo problema.
Como não encontrei muito pela internet sobre como converter os dados dele para algum banco de dados atual, escrevo aqui como fiz.
O Symantec Q&A (Questions & Answers) foi um banco de dados usado lá por meados de 1985-1990 e algo, e rodava em MS-DOS (credo).

Q&A

Recentemente comecei um projeto: estou desenvolvendo um sistema para uma empresa de venda de Navios, e esse sistema substituirá o Q&A por PHP/MySQL nessa empresa. Então tive que exportar os dados do Symantec Q&A deles para um formato que pudesse ser importado para o MySQL.

Como aqui no meu notebook uso o Arch Linux, primeiro abri o programa dentro do Prompt do MS-DOS no Windows XP instalado no Virtualbox. Depois, me lembrei do dosemu, que emula o MS-DOS no Linux, e me daria a possibilidade de abrir o Q&A sem precisar rodar o Windows XP no Virtualbox. Então instalei aqui o dosemu, e passei a utilizá-lo. Funciona da mesma forma que o Wine, ou seja, no Wine o comando seria “$ wine Programa.exe“; no dosemu, para rodar um programa, é da mesma forma: “$ dosemu Programa.exe“, e só.

Após rodar o Q&A pelo dosemu, para exportar o banco de dados de DTF (Formato do Q&A) para algum formato a ser importado para o MySQL, primeiro tive que ir em File->Utilities->Export data, e ali selecionei o formato dBase III. Em “Export to”, é só entrar com o filename para exportação e colocar a extensão .dbf (Extensão do dBase).

À partir daí, comecei a pensar em como abrir esse arquivo do dBase e exportá-lo para algo como .CSV ou .ODS (.xls do MS-Excel para os que não conhecem o OpenOffice.org).
Como no Arch Linux temos o ótimo AUR à nossa disposição, fui buscar algum pacote para fazer isso pra mim. Acabei encontrando os pacotes dbf e libdbf, que estavam como órfãos (Sem nenhum mantenedor). Então, notei também que o PKGBUILD deles estava com alguns erros, e acabei adotando esses pacotes, me tornando mantenedor dos mesmos, e pude modificar seus PKGBUILDs para ficarem corretos.

Após dar o $ makepkg e gerar os pacotes, com o simples comando

$ dbf –csv 1CLIENTS.csv 1CLIENTS.dbf

pude converter de dBase para .csv, podendo assim posteriormente abrir no OpenOffice.org, editar e organizar os campos.
Obs: –csv tem dois traços. O WordPress junta esses dois traços em um só, por isso ficou errado acima

Depois disso foi só modelar o banco de dados usando o PowerArchitect, criar as tabelas no phpMyAdmin, organizar tudo no OpenOffice e importar os arquivos .csv com os dados pelo phpMyAdmin.

Obs: Existe uma forma mais simples de converter o .dbf para .csv, que é abrindo o .dbf diretamente pelo OpenOffice.org Calc e salvando como .csv. Porém, fazendo isso alguns campos não ficaram tão corretos para mim. Então, preferi usar o .csv gerado pelo pacote chamado dbf.

Adeus Symantec Q&A.
Fiz uma boa ação ao mundo ;)


A praticidade de um Mouse Bluetooth no GNU/Linux

16 Maio, 2009

        Gostaria de falar nesse artigo, sobre o novo mouse que eu acabei de comprar, e como foi fácil fazê-lo funcionar no Linux. O modelo é o Navigator 900 Bluetooth Mouse, da Genius.

Genius Navigator 900

Genius Navigator 900

        Sempre descartei a possibilidade de ter um mouse wireless, porque teria que conectar aquele transmissor na USB, e se fosse pra conectar algo na USB, então porque não usar logo um mouse USB com fio? Além daquele conector pra mouses wireless ocupar uma USB, ainda ficava feio, algo sempre presente ali no Notebook, pra fora..

        Pensando assim que comecei a pensar em adquirir um Mouse Bluetooth, em vez de um mouse Wireless, já que meu Notebook (Dell Inspiron 1525) tem bluetooth interno, e não precisaria conectar nada na USB, não precisaria daquele transmissor que os mouses wireless tem.. Tá bom, sei que pode vir um engracadinho e comentar aqui que bluetooth também é wireless (sem fio).Ok, vocês sabem do que eu estou falando aqui quando eu digo “mouse wireless”; Estou falando dos mouses wireless que não são bluetooth.

Sobre o mouse

Desempacotando o mouse:

Desempacotando

        O mouse Genius Navigator 900 vem com um manual em diversos idiomas, ensinando como conectar no Windows e MacOSX, e funciona com 2 pilhas AA, que já vem inclusas. Possui resolução de 800dpi. Na verdade, não achei ele tão preciso.

Pilhas

        O mouse custou R$69,00, com 1 ano de garantia, na RioCraft, que fica na Av. Rio Branco, 156 (PromoInfo). Ainda não sei qual é a duração das pilhas nele, pois comprei recentemente.

        Ele é bem compacto, e nessa foto abaixo, parece que o meu mouse anterior que comprei em Asunción é gigantesco, mas é o Genius que é pequeno mesmo, e faz o outro parecer gigante. Haha

(Sorry about the flash)

Darth Vader e Jango Fett. haha

Darth Vader e Jango Fett. haha

A configuração do sistema

        Enfim, aqui no meu Notebook, uso o Arch Linux, e estou muito satisfeito com a distro. Já utilizava o Bluetooth antes de comprar esse mouse, para ouvir música com um headphone da Nokia que veio junto com meu celular, e também para passar algumas músicas e imagens do Notebook pro celular, e vice-versa. (Talvez depois possa escrever um artigo mostrando como conectar o headphone bluetooth para usar no GNU/Linux)
Tenho os seguintes pacotes instalados, relacionados a Bluetooth:

- bluez
- gnome-bluetooth
- libbtctl
- blueman
- python-pybluez
- gnome-vfs-obexftp (Disponível no AUR)

        No arquivo “/etc/rc.conf”, que é o arquivo de configuração central do Arch Linux, no array de daemons, tenho adicionado o serviço @bluetooth, com uma arroba na frente, pra que o bluetooth seja inicializado em background na hora do boot.

        Utilizo o Gnome aqui, e em “Aplicativos de sessão”, ou seja, os programas que o Gnome carrega quando ele inicia, está configurado para carregar o “blueman-applet”.

        Após o Bluetooth ter sido inicializado no boot, e o Blueman ter sido carregado na inicialização do Gnome, um ícone dele ficará na tray.

Configurando o mouse bluetooth no GNU/Linux

        Agora é só colocar as pilhas dentro do mouse ligá-lo no powerswitch que ele possui, apertar o botão connect dele, e no sistema, clicar no ícone do Blueman (Você pode fazer isso com o touchpad). Isso fará com que seja aberta a tela de Dispositivos Bluetooth. Lá irá ser detectado o mouse.

Dispositivos Bluetooth

        Então, é só clicar com o botão direto em cima, e clicar para “Ligar Serviço de Entrada”. Tendo feito isso, aparecerá o status “Conectando”, e logo depois “Sucesso!”, na barra de status da janela. Agora, com o dispositivo selecionado, é só clicar na estrela, para deixá-lo como Confiável.

Área de Trabalho

Desfrute de sua área de trabalho mais organizada, com menos fios.

Pra mim, só falta colocarem em uso comercial a eletricidade sem fio. É algo que espero ansiosamente.
Bem, para não dizerem que eu to viajando, aqui vão duas reportagens sobre isso:

http://tinyurl.com/qhae5w
http://tinyurl.com/ov4×67


Jude, a IDE para modelagem UML, no Linux

14 Fevereiro, 2009

Hello people! Após quase um ano sem postar no meu blog, vi que ele continua sendo bastante acessado, e resolvi tentar voltar a postar nele.. tive que parar por falta de tempo (Faculdade, Estágio, etc..), mas agora vou tentar voltar a postar regularmente.

Enfim, esse semestre, tranquei minha faculdade (voltarei semestre que vem), pra poder fazer uma formação em Java na Infnet aqui no Rio de Janeiro, que é de Segunda a Sexta, de noite.. uns 3 meses e pouco.. essa formação contém 7 cursos:

- Projeto de Sistemas e Orientação a Objetos com UML
- Java Programming
- Java Web Applications
- Java Enterprise Applications
- Java Security
- Java Mobile
- Java Workshop

Mais sobre o curso:
http://tinyurl.com/dlw9fq

Então, como comecei essa semana o curso, comecei a ver UML.
O professor recomendou uma ferramenta para trabalhar com UML, chamada Jude, e nos passou a versão dela para Windows. Como eu uso Arch Linux aqui em casa, fui procurar saber se existia versão pra Linux.. Acabei descobrindo que ele é em Java, e no site tem disponíveis os arquivos .jar, ou seja, roda também no Linux. Obs: Não é OpenSource, é Freeware.

Site do Jude: http://jude.change-vision.com

Então, como um bom post para meu retorno ao mundo dos bloggers, resolvi escrever aqui sobre como fazer ele funcionar no Linux.

Instalando o Jude no Linux

Para poder baixar o programa, tem que ser feito o cadastro no site:
http://jude.change-vision.com/jude-web/download/index.html

Após ter se cadastrado e entrado na página de Download, procure onde tem o Jude Community, e baixe o arquivo ZIP, como por exemplo: jude-community-5_4_1.zip

Após feito o download, descompacte o arquivo e mova a pasta descompactada para /usr/local, por exemplo…

# mv jude_community /usr/local

Agora, abra seu gedit, kwrite, kate, vi, emacs, mousepad, leafpad, or whatever, e vamos criar um shell script pra inicializar o programa.

Esse arquivo que estamos criando tem que ter o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash
java -jar /usr/local/jude_community/jude-community.jar &

Salve o arquivo com o nome “jude”. Vamos supor que você o salvou no Desktop.

Agora, temos que dar permissão pra esse arquivo poder rodar. Vamos fazer isso com o seguinte comando:

chmod +x /home/seunomedeusuario/Desktop/jude

Agora, vamos mover o arquivo pra pasta /usr/bin:

# mv /home/seunomedeusuario/Desktop/jude /usr/bin

Então, para rodarmos o programa, é só simplesmente apertar ALT+F2, e digitar jude

Depois também pode ser criado um ícone na área de trabalho e um no menu, as you wish.. Não abordei essa parte aqui, pois sempre abro pelo ALT+F2 mesmo.