Testando Sistemas Operacionais através de Máquinas Virtuais (VMs)

18 Outubro, 2009

Android

Escrevo neste artigo, parte da minha experiência com máquinas virtuais e screenshots de alguns sistemas que já testei dessa forma.

Antes de tudo, o que é uma máquina virtual?

Uma máquina virtual é como se fosse um novo computador (um computador virtual) dentro do seu computador, ou seja, você pode rodar um outro
sistema operacional em uma janela (ou tela cheia) dentro do sistema operacional que você está usando atualmente.

Dessa forma, é possível usar 2 ou mais Sistemas Operacionais ao mesmo tempo. A máquina virtual compartilha recursos do seu computador;
por exemplo, você pode alocar parte da sua memória RAM para ser usada pela máquina virtual, e 1 dos núcleos do seu processador.
O conceito é bem interessante, pois também não é preciso que seja feito particionamento do HD, nem instalação de um gerenciador de boot para escolher em qual sistema entrar;
em vez disso, é alocado também um espaço no HD para o HD virtual, que fica armazenado em um ou mais arquivos usados pela máquina virtual.

Outro ponto interessante sobre esse conceito, é que é possível fazer backup desse aquivo que representa o HD virtual com o sistema instalado, e caso aconteça algum problema no sistema instalado na máquina virtual, o que tem que ser feito é simplesmente sobrescrever esse arquivo pelo o do Backup.
Isso é muito útil para escolas com aula de informática ou para cursos de informática, por exemplo, em que os alunos tendem a querer instalar todo tipo de porcaria nos computadores. Caso precisasse, seria fácil restaurar o sistema, pois não precisaria formatar e instalar tudo denovo, só copiar novamente o arquivo que contém o HD virtual.

Outra idéia de uso, seria ter diversas máquinas virtuais configuradas num mesmo computador, e o estudante de um determinado curso poderia entrar no sistema já personalizado para o curso que ele faz, com os programas que ele precisa usar nesse curso, ou seja, uma imagem de máquina virtual personalizada para cada curso. (Como no Instituto Infnet do Rio de Janeiro)

Além disso, uma imagem de máquina virtual pode ser compactada e distribuída pela internet para testes de um novo sistema operacional, sem precisar que o usuário formate ou particione seu computador para testá-lo.

A virtualização tem tido bastante uso e importância, ainda mais atualmente por causa do grande uso e popularização do conceito de Computação na Nuvem (Cloud Computing), o qual falarei melhor em um próximo artigo.

Para podermos usar máquinas virtuais, devemos ter um dos diversos programas de virtualização existentes.
Os dois mais usados são o

VMWare
VMWare


e o


Virtualbox
Virtualbox

Ambos existem em versão Windows e Linux.

Quando comecei a testar máquinas virtuais, comecei pelo VMWare (Hoje em dia só uso o Virtualbox), e o site Tuxdistro é um site que eu recomendo e que foi onde eu baixei diversas imagens de máquinas virtuais para testar.

Para testar as máquinas virtuais desse site, é necessário efetuar o download do VMWare Player, que é gratuito.
Pelo VMWare Player, não é possível criar máquinas virtuais, só rodar as já existentes, previamente criadas.

Para criar máquinas virtuais, é necessária a versão paga do VMWare Workstation.
Nesse caso, é preferível utilizar o Virtualbox, que é gratuito e permite a criação de máquinas virtuais.
Ps: Além do Virtualbox ser gratuito, ainda possui uma versão open source.

Alguns dos sitemas que testei foram:

Zenwalk

Baseado no Slackware, e feito para ser bem rápido e leve. Instalei recentemente em um pendrive, e gostei bastante.
Irei instalá-lo em um Netbook algum dia, quando comprar um. ;)

Zenwalk

ReactOS

O ReactOS foi/está sendo feito para ser um clone open source do Windows.
Até tela azul ele tem, acreditam? :-O Nesse screenshot pode ser visto que, como eu expliquei anteriormente sobre virtualização, compartilhei 512MB de RAM para essa máquina virtual

ReactOS

Windows 7

Ou seria KDE 3.5? o_0 haha
Fontes sobre o que eu to falando: Internetling e Quartoestudio
Se não é plágio, então o que é? O KDE 3.5 existe já há muito mais tempo que o Windows 7.

Windows 7

Solaris 10

Sistema Operacional da Sun, que abordei em um artigo anterior. Não precisei fazer uma partição no HD para instalá-lo para testes; simplesmente instalei em uma máquina virtual. ;)

Solaris 10

Nexenta GNU/OpenSolaris

Como se fosse uma “distribuição Linux”, só que do OpenSolaris, que usa o APT como gerenciador de pacotes.

OpenSolaris

Mandriva One 2009

Distribuição Linux que nasceu da fusão da Brasileira Conectiva com a Francesa Mandrake.

Mandriva

Haiku

Projeto open source que tenta dar continuação ao descontinuado Sistema Operacional BeOS.

Haiku

BackTrack 4

Distribuição Linux voltada à testes de rede, segurança, invasão…
Vem com KDE 3.5 e FVWM como gerenciadores de janela.

BackTrack4

Mac OS X Leopard

Sistema Operacional baseado no Unix (BSD para ser mais exato), queridinho dos Designers.
Não foi tão “WOW” pra mim, comparado ao sistema Linux que uso em meu PC. (Marketing é tudo, não acham?)

MacOSX

Android

Sistema Operacional do Google, que não deixa de ser um Linux.
O Android foi desenvolvido para ser utilizado em Smartphones e dispositivos móveis.

Android

Para mais screenshots que tirei, visite meu Set de screenshots no Flickr


Software Open Source no Windows: Um passo em direção à liberdade

10 Outubro, 2009

Escrever sobre tecnologia é sempre um prazer; só preciso encontrar o tempo e a motivação necessários.
Hoje venho lhes falar sobre software Open Source (Código aberto) no Windows.

Sei que a maioria dos meus posts são sobre Linux, mas hoje gostaria de falar sobre esse tema, pois… bem, a explicação é a seguinte:

Você é um usuário de Windows e gostaria que ele fosse de certa forma melhor, ou que houvesse alguma alternativa a ele.

Você se considera sem saída e aceita que mesmo não gostando, tem que usar o Windows.

Você lê em alguns lugares, algumas pessoas ou artigos falando sobre um tal de Linux, ou algo chamado Software Livre, mas não sabe bem como isso é a fundo.
Mesmo lendo que não existem Spywares, nem Adwares, nem Vírus no Linux, você ainda cultiva um certo medo de mudança ou medo do desconhecido, e não quer testá-lo.

Dúvidas surgem na sua cabeça; você pensa que isso é muito difícil de usar ou até, quem sabe, pensa em deixar o Windows e seus problemas e começar a usar esses programas chamados de “Software Livre”, mas não tem a coragem necessária para instalar um Linux, ou não sabe como fazer para rodar um LiveCD, ou não quer mergulhar logo de cabeça nesse novo mundo.

Para você escrevo esse artigo, apresentando alternativas aos softwares que você utiliza no Windows.
Os programas que venho a apresentar aqui são de graça, não contém Spywares, nem Adwares, nem Vírus, pois são Open Source ou Software Livre.
Obs: Open Source e Software Livre não significam a mesma coisa, mas não vou entrar nesse assunto, pois não é o objetivo deste artigo, já que não é a minha intenção confundir ainda mais aqui.

Alguns desses softwares talvez você até já conheça e utilize no Windows, por serem bastante conhecidos.

A minha intenção com este artigo, é que você conheça e vá se acostumando com os softwares que você utilizaria no Linux, ao usá-los desde já no Windows.
Isso fará com que uma possível futura migração seja a mais suave possível.

Abaixo listo alguns desses softwares:

Mozilla Firefox

Este é o navegador que vem por padrão na maioria das distribuições Linux. É muito mais seguro e personalizável que o Internet Explorer que vem por padrão no Windows, além de seguir muito melhor os padrões do W3C que o Internet Explorer.
Download aqui

Pidgin

Com o pidgin, você pode se conectar não só ao MSN, mas também a diversas outras redes, como AIM, Yahoo, ICQ, Facebook, etc. ao mesmo tempo!
Download aqui

Mozilla Thunderbird

Do mesmo pessoal do Firefox, o Thunderbird é o cliente de E-Mail para substituir o Outlook no Windows.
Download aqui

OpenOffice.org

O OpenOffice ou BROffice, é um software que substitui o Microsoft Office no Windows. Com o OpenOffice, você não precisa pagar uma licença para ter o Microsoft Office, e pode ter programas compatíveis com o Word, Excel, Powerpoint, etc. de graça! Além de aceitar o formato OpenDocument (ODF), que está virando padrão oficialmente em diversos lugares. Talvez possa não ser tão bom para usuários avançados do pacote da Microsoft, por não ter algumas funções que este possui, mas se você utiliza só o básico como eu, não terá nenhum problema.
Download aqui

Audacity

Audacity é um software para gravação de audio, onde você pode também recortar músicas e colar diversos pedaços de várias músicas, além de aplicar diversos efeitos, e etc.
Download aqui

GIMP

Se você tem um Photoshop pirata instalado no Windows só pra recortar e redimensionar fotos, tirar espinhas, e coisas do tipo, o GIMP é uma boa escolha para você.
Download aqui

7-Zip

Esse software é altamente recomendado por mim. Compacta e descompacta arquivos .ZIP, descompacta arquivos .RAR, compacta e descompacta arquivos .7z, e muitos outros formatos. Você não precisa do WinZip nem do WinRAR instalados no Windows. Instale o 7-Zip e não seja mais incomodado com mensagens sobre licença, expiração, e coisas do tipo.
Download aqui

Por agora é isso. Quem tiver mais dicas de softwares que sejam Open Source e/ou Software Livre e rodem em Windows e Linux, pode dizer nos comentários, que eu adiciono na lista e deixo os créditos da contribuição.

Fonte: http://www.opensourcewindows.org


Symantec Q&A – Enterrando de vez um banco de dados antigo

18 Julho, 2009

Achei que deveria escrever este artigo sobre esse banco de dados, para ajudar outras pessoas que algum dia possam ter o mesmo problema.
Como não encontrei muito pela internet sobre como converter os dados dele para algum banco de dados atual, escrevo aqui como fiz.
O Symantec Q&A (Questions & Answers) foi um banco de dados usado lá por meados de 1985-1990 e algo, e rodava em MS-DOS (credo).

Q&A

Recentemente comecei um projeto: estou desenvolvendo um sistema para uma empresa de venda de Navios, e esse sistema substituirá o Q&A por PHP/MySQL nessa empresa. Então tive que exportar os dados do Symantec Q&A deles para um formato que pudesse ser importado para o MySQL.

Como aqui no meu notebook uso o Arch Linux, primeiro abri o programa dentro do Prompt do MS-DOS no Windows XP instalado no Virtualbox. Depois, me lembrei do dosemu, que emula o MS-DOS no Linux, e me daria a possibilidade de abrir o Q&A sem precisar rodar o Windows XP no Virtualbox. Então instalei aqui o dosemu, e passei a utilizá-lo. Funciona da mesma forma que o Wine, ou seja, no Wine o comando seria “$ wine Programa.exe“; no dosemu, para rodar um programa, é da mesma forma: “$ dosemu Programa.exe“, e só.

Após rodar o Q&A pelo dosemu, para exportar o banco de dados de DTF (Formato do Q&A) para algum formato a ser importado para o MySQL, primeiro tive que ir em File->Utilities->Export data, e ali selecionei o formato dBase III. Em “Export to”, é só entrar com o filename para exportação e colocar a extensão .dbf (Extensão do dBase).

À partir daí, comecei a pensar em como abrir esse arquivo do dBase e exportá-lo para algo como .CSV ou .ODS (.xls do MS-Excel para os que não conhecem o OpenOffice.org).
Como no Arch Linux temos o ótimo AUR à nossa disposição, fui buscar algum pacote para fazer isso pra mim. Acabei encontrando os pacotes dbf e libdbf, que estavam como órfãos (Sem nenhum mantenedor). Então, notei também que o PKGBUILD deles estava com alguns erros, e acabei adotando esses pacotes, me tornando mantenedor dos mesmos, e pude modificar seus PKGBUILDs para ficarem corretos.

Após dar o $ makepkg e gerar os pacotes, com o simples comando

$ dbf –csv 1CLIENTS.csv 1CLIENTS.dbf

pude converter de dBase para .csv, podendo assim posteriormente abrir no OpenOffice.org, editar e organizar os campos.
Obs: –csv tem dois traços. O WordPress junta esses dois traços em um só, por isso ficou errado acima

Depois disso foi só modelar o banco de dados usando o PowerArchitect, criar as tabelas no phpMyAdmin, organizar tudo no OpenOffice e importar os arquivos .csv com os dados pelo phpMyAdmin.

Obs: Existe uma forma mais simples de converter o .dbf para .csv, que é abrindo o .dbf diretamente pelo OpenOffice.org Calc e salvando como .csv. Porém, fazendo isso alguns campos não ficaram tão corretos para mim. Então, preferi usar o .csv gerado pelo pacote chamado dbf.

Adeus Symantec Q&A.
Fiz uma boa ação ao mundo ;)


A praticidade de um Mouse Bluetooth no GNU/Linux

16 Maio, 2009

        Gostaria de falar nesse artigo, sobre o novo mouse que eu acabei de comprar, e como foi fácil fazê-lo funcionar no Linux. O modelo é o Navigator 900 Bluetooth Mouse, da Genius.

Genius Navigator 900

Genius Navigator 900

        Sempre descartei a possibilidade de ter um mouse wireless, porque teria que conectar aquele transmissor na USB, e se fosse pra conectar algo na USB, então porque não usar logo um mouse USB com fio? Além daquele conector pra mouses wireless ocupar uma USB, ainda ficava feio, algo sempre presente ali no Notebook, pra fora..

        Pensando assim que comecei a pensar em adquirir um Mouse Bluetooth, em vez de um mouse Wireless, já que meu Notebook (Dell Inspiron 1525) tem bluetooth interno, e não precisaria conectar nada na USB, não precisaria daquele transmissor que os mouses wireless tem.. Tá bom, sei que pode vir um engracadinho e comentar aqui que bluetooth também é wireless (sem fio).Ok, vocês sabem do que eu estou falando aqui quando eu digo “mouse wireless”; Estou falando dos mouses wireless que não são bluetooth.

Sobre o mouse

Desempacotando o mouse:

Desempacotando

        O mouse Genius Navigator 900 vem com um manual em diversos idiomas, ensinando como conectar no Windows e MacOSX, e funciona com 2 pilhas AA, que já vem inclusas. Possui resolução de 800dpi. Na verdade, não achei ele tão preciso.

Pilhas

        O mouse custou R$69,00, com 1 ano de garantia, na RioCraft, que fica na Av. Rio Branco, 156 (PromoInfo). Ainda não sei qual é a duração das pilhas nele, pois comprei recentemente.

        Ele é bem compacto, e nessa foto abaixo, parece que o meu mouse anterior que comprei em Asunción é gigantesco, mas é o Genius que é pequeno mesmo, e faz o outro parecer gigante. Haha

(Sorry about the flash)

Darth Vader e Jango Fett. haha

Darth Vader e Jango Fett. haha

A configuração do sistema

        Enfim, aqui no meu Notebook, uso o Arch Linux, e estou muito satisfeito com a distro. Já utilizava o Bluetooth antes de comprar esse mouse, para ouvir música com um headphone da Nokia que veio junto com meu celular, e também para passar algumas músicas e imagens do Notebook pro celular, e vice-versa. (Talvez depois possa escrever um artigo mostrando como conectar o headphone bluetooth para usar no GNU/Linux)
Tenho os seguintes pacotes instalados, relacionados a Bluetooth:

- bluez
- gnome-bluetooth
- libbtctl
- blueman
- python-pybluez
- gnome-vfs-obexftp (Disponível no AUR)

        No arquivo “/etc/rc.conf”, que é o arquivo de configuração central do Arch Linux, no array de daemons, tenho adicionado o serviço @bluetooth, com uma arroba na frente, pra que o bluetooth seja inicializado em background na hora do boot.

        Utilizo o Gnome aqui, e em “Aplicativos de sessão”, ou seja, os programas que o Gnome carrega quando ele inicia, está configurado para carregar o “blueman-applet”.

        Após o Bluetooth ter sido inicializado no boot, e o Blueman ter sido carregado na inicialização do Gnome, um ícone dele ficará na tray.

Configurando o mouse bluetooth no GNU/Linux

        Agora é só colocar as pilhas dentro do mouse ligá-lo no powerswitch que ele possui, apertar o botão connect dele, e no sistema, clicar no ícone do Blueman (Você pode fazer isso com o touchpad). Isso fará com que seja aberta a tela de Dispositivos Bluetooth. Lá irá ser detectado o mouse.

Dispositivos Bluetooth

        Então, é só clicar com o botão direto em cima, e clicar para “Ligar Serviço de Entrada”. Tendo feito isso, aparecerá o status “Conectando”, e logo depois “Sucesso!”, na barra de status da janela. Agora, com o dispositivo selecionado, é só clicar na estrela, para deixá-lo como Confiável.

Área de Trabalho

Desfrute de sua área de trabalho mais organizada, com menos fios.

Pra mim, só falta colocarem em uso comercial a eletricidade sem fio. É algo que espero ansiosamente.
Bem, para não dizerem que eu to viajando, aqui vão duas reportagens sobre isso:

http://tinyurl.com/qhae5w
http://tinyurl.com/ov4×67


Instalando servidor LAMP com No-IP no Debian GNU/Linux e Velox

21 Abril, 2008

Neste post irei mostrar como configurar um servidor LAMP (Linux, Apache, MySQL, PHP) no seu PC, usando o Debian GNU/Linux como sistema operacional, tendo Velox como meio de conexão, com modem roteado, e usando o No-IP para ter um DNS fixo. Sempre procurei pela internet uma forma de fazer rodar um servidor aqui no meu PC, e em todos os lugares, diziam que teria que fazer um redirecionamento na porta do modem, mas nunca diziam como. Então aqui irei mostrar passo-a-passo todo o processo.

Roteando o modem

Primeiro, o seu modem já terá que estar roteado.

Tendo o modem roteado, você tem facilidade de compartilhamento. Basta ligar o modem a um hub, e pronto, todos os computadores ligados ao hub poderão acessar a internet, sem necessidade de grandes configurações. O modem estando roteado, conta com um firewall embutido, que elimina a necessidade de firewalls por software nos computadores da rede – um ganho em segurança (já que firewalls por software podem ser facilmente desabilitados por qualquer um que use o computador) e em desempenho (um programa a menos rodando na sua máquina). Não será preciso instalar nenhum cliente PPPoE no micro (esse trabalho passará a ser feito pelo modem). Ao se desligar os computadores, a conexão do modem continua ativa, a menos que o modem seja desligado. Isso pode ser útil, por exemplo, para segurar o mesmo IP por muito mais tempo. Compatibilidade de modo prático e sem dor de cabeça com outros sistemas operacionais ou arquiteturas que não possuem programas (bons) pra PPPoE. Qualquer sistema que trabalhe com TCP/IP provavelmente aceitará o modem sem maiores problemas, contanto que bem configurado.

(Partes do texto acima, retiradas daqui)

Para rotear seu modem, siga um tutorial no site ABUSAR:

Se o seu modem é o SpeedStream 4200, siga esse tutorial:
http://www.abusar.org/manuais/c_4200velox.html
Pra mim, só precisei seguir a partir do passo 2.5. O que tem antes lá, foi desnecessário. Pra acessar a interface do modem, só precisa digitar 192.168.254.254 no seu navegador, entrar com a senha de administrador criada, e fazer as configurações contidas no tutorial. Esse modelo não precisa de atualização de Firmware para ser roteado.

Caso o seu modem seja o SpeedStream 5200, siga este outro tutorial:
http://www.abusar.org/manuais/5200/torouterebridge.html
Já tive um desses também, e posso dizer que pra rotear o 4200 é bem mais simples.
Tendo o modem roteado, iremos para o próximo passo…

Baixando pacotes necessários

Atualize o conteúdo de seus repositórios com o comando:
# aptitude update

Instale os pacotes necessários:
# aptitude install apache2 mysql-server php5 php5-mysql libapache2-mod-php5

Obs1: Nas telas de configuração, escolha o padrão em todas.
Obs2: Alguns pacotes extra serão instalados automaticamente.

Instalando o MySQL

Crie o ambiente MySQL:

# mysql_install_db

Adicione uma senha para o root:

# mysqladmin -u root password ’sua_senha’

Entre como root:

# mysql -u root -p

…e informe sua senha.

Pronto! Você já tem seu servidor MySQL instalado.

Testando o LAMP

Inicie o Apache e o MySQL com os comandos:
# /etc/init.d/apache2 start
# /etc/init.d/mysql start

A pasta onde ficam as páginas, é /var/www
Crie um arquivo chamado index.php dentro dela, com o seguinte conteúdo:

<?php
phpinfo();

?>

Agora, no seu navegador, digite http://localhost
Se você visualizar uma página exibindo as configurações do PHP na tela, seu ambiente LAMP está pronto.

Caso ocorra algum problema, é só acertar algumas configurações no Apache.

Caso você não esteja conseguindo acessar suas bases de dados, tente o comando:
# dpkg-reconfigure php5-mysql

Configurando redirecionamento de porta no modem

Até este ponto, seu servidor LAMP está pronto, mas se você der o seu IP para uma pessoa acessar o servidor no seu PC, a pessoa não conseguirá, pois o Velox bloqueia a porta 80. Para isso, temos que fazer um redirecionamento de porta (Port Forwarding), acessando a página de configurações do modem, pelo mesmo endereço indicado no início desse post: 192.168.254.254

Tendo acessado a página com seu navegador, vá em “Port Forwarding” se estiver en Inglês, ou em “Redirecionamento de porta”, se estiver em Português.

Abra um terminal, e digite o comando:
# ifconfig | grep inet

Como root, e o resultado será algo parecido com:
inet end.: 192.168.254.3

Voltando ao navegador, clique na segunda opção.. “Redirect selected protocol/service to IP Address:”, e entre com esses números que você acabou de descobrir.
Em “TCP/UDP port(s):” , escreva 8080, e clique em “Apply”.
Isso fará com que ative o redirecionamento para a porta 8080.
Se não estiver marcado como “Enabled”, clique em “Enable”.
Aqui vai um screenshot de como deve estar parecendo a tela:

Agora, reinicie seu modem, clicando em “Reboot” na página de configuração, que no SpeedStream 4200 fica dentro de “Tools”.

Configurando Apache para usar a porta 8080

Agora, precisamos configurar o Apache para ser acessado pela porta 8080.
No Debian, o arquivo que deve ser editado é o /etc/apache2/ports.conf

Para isso, vamos fazer um processo para abrir o arquivo como root:

Se você usa KDE, aperte Alt+F2 e digite:
kdesu kwrite /etc/apache2/ports.conf

Se você usa Gnome, ou alguma distro GTK, aperte Alt+F2 e digite:
gksu gedit /etc/apache2/ports.conf

Obs: Note que “gedit” é o nome do editor de textos. Se você usa XFCE, por exemplo, seria “mousepad” ao invés de “gedit”. Estou explicando assim, pois muita gente não sabe os comandos para acessar pelo vi, e dessa forma é mais fácil.

Após dar um dos comandos acima, será perguntada a senha de root, e será aberto o programa com o conteúdo do arquivo /etc/apache2/ports.conf
Se tiver algo já escrito, apague ou comente, colocando um # no início da linha comentada.
Adicione ao arquivo o seguinte conteúdo:

Listen 8080

Salve e feche o programa.

Vamos reiniciar o Apache:
Abra um terminal e digite:

# /etc/init.d/apache2 restart

Note que digitando http://localhost no seu navegador, resultará em erro. Agora, você deve acessar o conteúdo do servidor entrando em http://localhost:8080

Testando acesso ao servidor

Agora pegue o número do seu IP, que pode ser obtido na página de configuração do modem, em 192.168.254.254, ou nesse site: http://www.ip-adress.com/

Diga o número do seu IP para um amigo acessar o seu servidor e checar se está tudo ok.
O endereço que você deverá passar, será algo como:

http://200.25.252.195:8080

Ou seja, protocolo http + seu número de IP + :8080, que é a porta que será acessada.

Se ele conseguir acessar o conteúdo que você deixou em /var/www, então o acesso ao seu servidor está funcionando.

Obs: Tem que ser outra pessoa pra testar, de outro PC, outro IP, pois se você mesmo tentar acessar, nada vai aparecer

Sobre o No-IP

Seu IP não mudará quando você desligar o PC, portanto, quando você ligá-lo novamente, seu amigo poderá acessar seu servidor com o mesmo endereço, pois você não desligou o modem, e ele manteve o mesmo IP. Porém, repare que se faltar luz, ou houver perda de conexão, o modem vai conectar novamente, e pegar um novo IP, e o endereço que você passou pro seu amigo, não será mais valido, pois você estará com um novo IP. Para evitar isso, temos o No-IP, que faz com que pra acessar o seu servidor, não seja necessário digitar o seu IP, e sim uma URL no navegador. Ele pega a URL e aponta pro endereço do seu IP. Como isso é feito? O No-IP disponibiliza um programa para ser instalado no seu PC, que se comunica com o servidor do No-IP, dizendo pra ele qual é o seu IP atual, e atualiza a URL que você escolheu, pra apontar pro seu IP atual.

Então, como podem ver, é algo bem prático.

Criando conta no No-IP

Faça sua conta no site do No-IP:
http://www.no-ip.com

Depois faça login, e vá em “Hosts/Redirects” > “Add”
Coloque o hostname escolhido, em “Host Type” selecione “Port 80 Redirect”, em “IP Address” Entre com o seu IP atual, e em “Port”, entre com 8080
E pronto, está configurada sua conta no No-IP.
A minha, por exemplo ficou como http://jonathas.no-ip.biz
Note que você não precisara digitar a URL + :8080 (http://jonathas.no-ip.biz:8080)
É só você digitar a URL, que ela vai redirecionar automaticamente para o seu IP, na porta 8080.

Agora precisamos instalar o cliente do No-IP, que vai rodar no seu PC, atualizando seu IP, enviando seu IP atual pro servidor do No-IP, para que sua URL aponte sempre para seu IP atual.

Instalando cliente do No-IP com o pacote direto do site

Vamos seguir agora com a instalação do No-IP, baseada no guia de Scott Harden.
Baixando e descompactando o No-IP

Crie uma nova pasta e baixe o No-IP:

# mkdir noip && cd noip
# wget http://www.no-ip.com/client/linux/noip-duc-linux.tar.gz

Descompacte o arquivo:

# tar -zvxf noip-duc-linux.tar.gz

Para instalar execute o comando:

# make && make install

Após o termino da instalação, será apresentada na tela algumas perguntas:

“Please enter the login/email string for no-ip.com:” Digite aqui o login/email cadastrado no site no-ip.com

“Please enter the password for user `seu login/email será apresentado aqui`:” digite sua senha.

“Please enter a update interval: [30]:” intervalo de atualização em minutos

“Do you wish to run something at successful update?[N] (y/N)” “n”

Instalando cliente do No-IP pelo Aptitude

Ou simplesmente abra o terminal, e faça um
# aptitude install noip2

Faça:
# noip2 -C -U 10

-C Cria o arquivo

-U Define o tempo de atualização

Entre com os dados da sua conta no no-ip
e defina qual dominio vc quer que ele atualize o ip (isto para quando vc tem vários).

Testando servidor com No-IP

Agora passe a sua URL criada, que aponta pro seu IP, para seu amigo poder testar do PC dele.

Obs: Tem que ser outra pessoa pra testar, de outro PC, outro IP, pois se você mesmo tentar acessar, nada vai aparecer

Se ele visualizar o conteúdo do seu servidor, armazenado na pasta /var/www, utilizando a URL do No-IP pra se conectar, então tudo foi configurado da forma correta.

Tendo terminadas todas as configurações, vamos agora a uns extras…

Programas na inicialização do Sistema

Quando o Apache e o MySQL são instalados, eles são automaticamente configurados para inicializarem junto com o sistema. Se você não deseja isso, instale um programa chamado rcconf:

# aptitude install rcconf

Com o rcconf, é possível retirar programas e serviços da inicialização do sistema.
Rode-o digitando o nome no terminal:

# rcconf

Use a barra de espaço pra marcar e desmarcar ítens, e o tab para ir para os botões de “Ok” e “Cancelar”.

Retirando o Apache e o MySQL da inicialização do sistema, eles só serão inicializados quando você digitar no terminal:

# /etc/init.d/apache2 start
# /etc/init.d/mysql start

Para não precisar escrever isso tudo, criei dois scripts básicos com esses comandos: um para iniciar o LAMP, e outro para parar o LAMP.

Scripts para inicializar e parar o LAMP

Script para inicializar LAMP:
Abra seu programa favorito, como Gedit, Kwrite, vi, etc…
Digite o seguinte texto:

#!/bin/bash

/etc/init.d/apache2 start
/etc/init.d/mysql start
echo ‘Lamp inicializado…’

Salve com o nome de “lamp-start”, sem extensão mesmo.
Abra um terminal, e torne o arquivo executável:

$ chmod +x lamp-start

Logue-se como root, e mova o arquivo para /usr/local/bin/

# mv lamp-start /usr/local/bin

Isso fará com que, de qualquer pasta que você estiver, no terminal, e digitar (como root) “lamp-start” (sem as aspas, claro), irá inicializar de uma só vez o Apache e o MySQL.

Script para finalizar LAMP:

Abra seu programa favorito, como Gedit, Kwrite, vi, etc…
Digite o seguinte texto:

#!/bin/bash

/etc/init.d/apache2 stop
/etc/init.d/mysql stop
echo ‘Lamp finalizado…’

Salve com o nome de “lamp-stop”, sem extensão mesmo.
Abra um terminal, e torne o arquivo executável:

$ chmod +x lamp-stop

Logue-se como root, e mova o arquivo para /usr/local/bin/

# mv lamp-stop /usr/local/bin

Isso fará com que, de qualquer pasta que você estiver, no terminal, e digitar (como root) “lamp-stop” (sem as aspas, claro), irá finalizar de uma só vez o Apache e o MySQL.

Bem, por hoje é só. Até a próxima.


Transformando site em Tableless

24 Julho, 2007

Resolvi fazer uma coisa interessante como passa-tempo nas minhas férias da faculdade.
Peguei um site q tinha sido feito no Dreamweaver, usando tabelas para o layout, e transformei em Tableless, pra seguir padrões do W3C (World Wide Web Consortium).

O site é esse: http://www.adbetel.com.br

Lembrando q eu não sou um Designer, pois se fosse, o site estaria melhor. Eventualmente cairei mais pro lado da programação do q pra design.

O site foi reformulado em XHTML Strict 1.0, e as tabelas antes usadas para seu layout e posicionamento, foram substituídas por posicionamentos através de CSS (Cascading Style Sheets). Também foram usados alguns códigos em PHP pra agilizar no processo de atualização do site, como na parte do informativo, q se atualiza sozinho, mostrando os eventos de acordo com o mês atual. Também foi usado JavaScript para agilizar a edição de alguns links das páginas.

Os únicos programas q eu usei foram:

- Quanta Plus (para escrever XHTML, CSS e PHP)
- GIMP (para edição de algumas imagens)

Tudo desenvolvido aqui no Debian GNU/Linux, e depois transferido pra um servidor Red Hat com Apache, PHP e MySQL.
100% livre (ou quase), pois precisei usar ainda umas antigas animações em Flash, q já estavam prontas desde quando eu usava Windows e fazia elas no Flash e no SwishMax.
Quando precisar mexer agora, usarei o Flash emulado no Linux, através do Wine.
O SwishMax não consegui emular ainda, mas não tem importância. Vou usar só o Flash, e tentar diminur o número de coisas em Flash no site. Fica mais rápido de carregar, mais leve.

Uma grande sacada, foi poder pegar umas imagens q tinham antes como botões, q davam efeito de rollover e tudo, e substituí-las simplesmente por links com background-color, através do uso do CSS.
Isso com certeza deixou o site mais rápido

Posso dizer q fazer um site todo, sem utilizar um editor visual (WYSIWYG), como o Dreamweaver, é bem melhor, pois o código fica mais limpo, mais legível, e mais organizado. O posicionamento através de CSS é muito mais preciso e interessante de se fazer, do q o por tabelas.

Um site q me ensinou muito sobre CSS e XHTML, foi esse: http://www.w3schools.com
Altamente recomendado!


Configurando mouse de 5 botões no Xorg

9 Julho, 2007

Antes de começar este post, mas já começando, gostaria de dizer aqui q a única coisa q me fazia ainda manter uma partição com a porcaria do Windows XP, era um scanner aqui tão velho, q usava a porta paralela (AOC Spectrum F-610), e o Linux não tem tanto suporte a esse tipo de scanner, tem mais suporte é pra USB.
Por isso eu ainda deixava o XP em dual boot com o Debian, pra poder escanear algo quando fosse preciso.

Porém, agora comprei uma Multifuncional HP Deskjet F380, e com o HPLIP (HP Linux Image and Printing System), consegui fazê-la funcionar aqui no Debian.
Hj estou 100% livre:

Disk /dev/hda: 40.0 GB, 40020664320 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 4865 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes

Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/hda1 * 1 1824 14651248+ 83 Linux
/dev/hda2 1825 1946 979965 82 Linux swap / Solaris
/dev/hda3 1947 4865 23446867+ 83 Linux

Disk /dev/hdb: 30.0 GB, 30020272128 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 3649 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes

Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/hdb1 1 3649 29310561 83 Linux

Agora, como podem ver, só tem GNU/Linux no meu HD. Acabei com a partição com o XP.
= p

Depois de ter acabado com a partição do XP aqui, resolvi recriar toda a tabela de partições do hda, pois estava tudo uma bagunça, pq o Debian tava instalado em uma partição extendida, com o /home na msm partição q o sistema, e junto com a partição de SWAP.
E a partição extendida eu não conseguia redimensionar nem usando o Gparted no Linux, nem usando o Partition Magic no Windows. Por isso, resolvi fazer um backup de todas as minhas configurações no hdb, e refazer todas as partições do hda. Com isso, tive q formatar tudo novamente, e instalar o Debian novamente. Estava usando o Debian Etch, e ia instalar ele novamente, por NetInstall.

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Vamos lá, sem mais delongas…

Bem.. eu possuo, como mostrado no post anterior, um Mouse Microsoft Intellimouse, com dois botões laterais.. o da esquerda teria, no Firefox, Opera, etc, a função de voltar a página, e o da direta, de avançar..

Isso já estava bem configurado no Debian aqui antes de ter formatado.. só q agora, depois q eu o formatei, vi q isso não estava mais funcionando.
Peguei o backup q tinha feito do arquivo xorg.conf, e fui copiar as configurações de mouse dele, e colar no xorg.conf criado pela instalação nova.
Mesmo assim, os botões laterais, ao invés de funcionarem pra voltar e avançar página, estavam funcionando como se fossem botões normais de clique!
aí então, vi q era algo mais.
Procurando por diversas fontes no google, vi q teria q mapear os botões do mouse.

Meu /etc/X11/xorg.conf estava configurado da seguinte forma, na parte de mouse:

Section “InputDevice”
Identifier “USB Mouse”
Driver “mouse”
Option “Protocol” “ExplorerPS/2″
Option “Device” “/dev/input/mice”
Option “SendCoreEvents” “true”
Option “ZAxisMapping” “4 5″
Option “Buttons” “7″
EndSection

pq q tá marcado 7 botões ali?
bem, a wheel (rodinha do mouse), é como se fosse 3 botões, pois pra rolar ela pra cima é um botão, pra rolar ela pra baixo é outro, e pra clicar com ela, é outro.
para identificar os botões, digite em um terminal: ~$ xmodmap -pp
Isso deve apresentar a seguinte saída:

There are 9 pointer buttons defined.

Physical Button
Button Code
1 1
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
7 7
8 8
9 9

Veja q os números dos botões são os mesmos do código. (Pode variar pra mais, ou pra menos botões.)
digitando em um terminal o comando $ xev, ele abre uma janelinha onde vc pode clicar, e ele mostra qual o número daquele botão do mouse.

Aqui, apareceram os seguintes valores:
botão esquerdo voltar : 8
botão esquerdo de clique : 1
Wheel pra cima : 4
Wheel pra baixo: 5
Clicando com o Wheel: 2
botão direito de clique : 3
botão direito avançar: 9

Aqui no caso, a wheel retornou os valores 4 e 5.
4 pra cima, e 5 pra baixo. Por isso, na opção ZAxisMapping ali no xorg.conf, está com os valores “4 5″. Com isso, vc faz a wheel do seu mouse funcionar.

Na janelinha q abriu quando vc entrou com o comando $ xev, vc pôde ver quais valores estão associados aos botões laterais do mouse, e com isso agora basta configurar o .Xmodmap, e salvá-lo no seu diretório de usuário ~

Aqui no exemplo, deram os valores 8 e 9, então faremos:

~$ echo “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″ > .Xmodmap

Isso fará com q seja salvo no seu diretório de usuário, um arquivo oculto com o nome de .Xmodmap, e com o valor “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″ dentro dele.

Agora vamos aplicar com:

~$ xmodmap -e “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″

Agora reinicie o X, com um Ctrl+Alt+Backspace, e teste no Firefox ou Opera se está tudo funcionando perfeitamente.

Atualização do post:

Após reiniciar o PC, vi q tive q fazer novamente o comando acima no terminal, portanto tive q chegar a uma solução para isso.
No momento eu estou usando o KDE como ambiente gráfico. Dentro do seu diretório de usuário (/home/nomedousuario/), tem uma pasta oculta chamada .kde
dentro dessa pasta oculta chamada .kde, existe uma pasta chamada Autostart

Abra seu editor de texto favorito, como por exemplo o Kwrite, escreva:

#!/bin/bash

xmodmap -e “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″

e salve como arquivo com o nome, por exemplo, de xmodmap, dentro dessa pasta Autostart (home/nomedousuario/.kde/Autostart)
Não é preciso colocar uma extensão no arquivo, mas se quiser colocar uma, pode ser .sh

Agora vamos tornar executável o arquivo criado.
No terminal, faça:
$ chmod a+x /home/nomedousuario/.kde/Autostart/xmodmap

Após isso, vc terá sempre os botões laterais do seu mouse funcionando corretamente.

Até a próxima.