Instalando servidor LAMP com No-IP no Debian GNU/Linux e Velox

21 Abril, 2008

Neste post irei mostrar como configurar um servidor LAMP (Linux, Apache, MySQL, PHP) no seu PC, usando o Debian GNU/Linux como sistema operacional, tendo Velox como meio de conexão, com modem roteado, e usando o No-IP para ter um DNS fixo. Sempre procurei pela internet uma forma de fazer rodar um servidor aqui no meu PC, e em todos os lugares, diziam que teria que fazer um redirecionamento na porta do modem, mas nunca diziam como. Então aqui irei mostrar passo-a-passo todo o processo.

Roteando o modem

Primeiro, o seu modem já terá que estar roteado.

Tendo o modem roteado, você tem facilidade de compartilhamento. Basta ligar o modem a um hub, e pronto, todos os computadores ligados ao hub poderão acessar a internet, sem necessidade de grandes configurações. O modem estando roteado, conta com um firewall embutido, que elimina a necessidade de firewalls por software nos computadores da rede - um ganho em segurança (já que firewalls por software podem ser facilmente desabilitados por qualquer um que use o computador) e em desempenho (um programa a menos rodando na sua máquina). Não será preciso instalar nenhum cliente PPPoE no micro (esse trabalho passará a ser feito pelo modem). Ao se desligar os computadores, a conexão do modem continua ativa, a menos que o modem seja desligado. Isso pode ser útil, por exemplo, para segurar o mesmo IP por muito mais tempo. Compatibilidade de modo prático e sem dor de cabeça com outros sistemas operacionais ou arquiteturas que não possuem programas (bons) pra PPPoE. Qualquer sistema que trabalhe com TCP/IP provavelmente aceitará o modem sem maiores problemas, contanto que bem configurado.

(Partes do texto acima, retiradas daqui)

Para rotear seu modem, siga um tutorial no site ABUSAR:

Se o seu modem é o SpeedStream 4200, siga esse tutorial:
http://www.abusar.org/manuais/c_4200velox.html
Pra mim, só precisei seguir a partir do passo 2.5. O que tem antes lá, foi desnecessário. Pra acessar a interface do modem, só precisa digitar 192.168.254.254 no seu navegador, entrar com a senha de administrador criada, e fazer as configurações contidas no tutorial. Esse modelo não precisa de atualização de Firmware para ser roteado.

Caso o seu modem seja o SpeedStream 5200, siga este outro tutorial:
http://www.abusar.org/manuais/5200/torouterebridge.html
Já tive um desses também, e posso dizer que pra rotear o 4200 é bem mais simples.
Tendo o modem roteado, iremos para o próximo passo…

Baixando pacotes necessários

Atualize o conteúdo de seus repositórios com o comando:
# aptitude update

Instale os pacotes necessários:
# aptitude install apache2 mysql-server php5 php5-mysql libapache2-mod-php5

Obs1: Nas telas de configuração, escolha o padrão em todas.
Obs2: Alguns pacotes extra serão instalados automaticamente.

Instalando o MySQL

Crie o ambiente MySQL:

# mysql_install_db

Adicione uma senha para o root:

# mysqladmin -u root password ’sua_senha’

Entre como root:

# mysql -u root -p

…e informe sua senha.

Pronto! Você já tem seu servidor MySQL instalado.

Testando o LAMP

Inicie o Apache e o MySQL com os comandos:
# /etc/init.d/apache2 start
# /etc/init.d/mysql start

A pasta onde ficam as páginas, é /var/www
Crie um arquivo chamado index.php dentro dela, com o seguinte conteúdo:

<?php
phpinfo();

?>

Agora, no seu navegador, digite http://localhost
Se você visualizar uma página exibindo as configurações do PHP na tela, seu ambiente LAMP está pronto.

Caso ocorra algum problema, é só acertar algumas configurações no Apache.

Caso você não esteja conseguindo acessar suas bases de dados, tente o comando:
# dpkg-reconfigure php5-mysql

Configurando redirecionamento de porta no modem

Até este ponto, seu servidor LAMP está pronto, mas se você der o seu IP para uma pessoa acessar o servidor no seu PC, a pessoa não conseguirá, pois o Velox bloqueia a porta 80. Para isso, temos que fazer um redirecionamento de porta (Port Forwarding), acessando a página de configurações do modem, pelo mesmo endereço indicado no início desse post: 192.168.254.254

Tendo acessado a página com seu navegador, vá em “Port Forwarding” se estiver en Inglês, ou em “Redirecionamento de porta”, se estiver em Português.

Abra um terminal, e digite o comando:
# ifconfig | grep inet

Como root, e o resultado será algo parecido com:
inet end.: 192.168.254.3

Voltando ao navegador, clique na segunda opção.. “Redirect selected protocol/service to IP Address:”, e entre com esses números que você acabou de descobrir.
Em “TCP/UDP port(s):” , escreva 8080, e clique em “Apply”.
Isso fará com que ative o redirecionamento para a porta 8080.
Se não estiver marcado como “Enabled”, clique em “Enable”.
Aqui vai um screenshot de como deve estar parecendo a tela:

Agora, reinicie seu modem, clicando em “Reboot” na página de configuração, que no SpeedStream 4200 fica dentro de “Tools”.

Configurando Apache para usar a porta 8080

Agora, precisamos configurar o Apache para ser acessado pela porta 8080.
No Debian, o arquivo que deve ser editado é o /etc/apache2/ports.conf

Para isso, vamos fazer um processo para abrir o arquivo como root:

Se você usa KDE, aperte Alt+F2 e digite:
kdesu kwrite /etc/apache2/ports.conf

Se você usa Gnome, ou alguma distro GTK, aperte Alt+F2 e digite:
gksu gedit /etc/apache2/ports.conf

Obs: Note que “gedit” é o nome do editor de textos. Se você usa XFCE, por exemplo, seria “mousepad” ao invés de “gedit”. Estou explicando assim, pois muita gente não sabe os comandos para acessar pelo vi, e dessa forma é mais fácil.

Após dar um dos comandos acima, será perguntada a senha de root, e será aberto o programa com o conteúdo do arquivo /etc/apache2/ports.conf
Se tiver algo já escrito, apague ou comente, colocando um # no início da linha comentada.
Adicione ao arquivo o seguinte conteúdo:

Listen 8080

Salve e feche o programa.

Vamos reiniciar o Apache:
Abra um terminal e digite:

# /etc/init.d/apache2 restart

Note que digitando http://localhost no seu navegador, resultará em erro. Agora, você deve acessar o conteúdo do servidor entrando em http://localhost:8080

Testando acesso ao servidor

Agora pegue o número do seu IP, que pode ser obtido na página de configuração do modem, em 192.168.254.254, ou nesse site: http://www.ip-adress.com/

Diga o número do seu IP para um amigo acessar o seu servidor e checar se está tudo ok.
O endereço que você deverá passar, será algo como:
http://200.25.252.195:8080
Ou seja, protocolo http + seu número de IP + :8080, que é a porta que será acessada.

Se ele conseguir acessar o conteúdo que você deixou em /var/www, então o acesso ao seu servidor está funcionando.

Obs: Tem que ser outra pessoa pra testar, de outro PC, outro IP, pois se você mesmo tentar acessar, nada vai aparecer

Sobre o No-IP

Seu IP não mudará quando você desligar o PC, portanto, quando você ligá-lo novamente, seu amigo poderá acessar seu servidor com o mesmo endereço, pois você não desligou o modem, e ele manteve o mesmo IP. Porém, repare que se faltar luz, ou houver perda de conexão, o modem vai conectar novamente, e pegar um novo IP, e o endereço que você passou pro seu amigo, não será mais valido, pois você estará com um novo IP. Para evitar isso, temos o No-IP, que faz com que pra acessar o seu servidor, não seja necessário digitar o seu IP, e sim uma URL no navegador. Ele pega a URL e aponta pro endereço do seu IP. Como isso é feito? O No-IP disponibiliza um programa para ser instalado no seu PC, que se comunica com o servidor do No-IP, dizendo pra ele qual é o seu IP atual, e atualiza a URL que você escolheu, pra apontar pro seu IP atual.

Então, como podem ver, é algo bem prático.

Criando conta no No-IP

Faça sua conta no site do No-IP:
http://www.no-ip.com

Depois faça login, e vá em “Hosts/Redirects” > “Add”
Coloque o hostname escolhido, em “Host Type” selecione “Port 80 Redirect”, em “IP Address” Entre com o seu IP atual, e em “Port”, entre com 8080
E pronto, está configurada sua conta no No-IP.
A minha, por exemplo ficou como http://jonathas.no-ip.biz
Note que você não precisara digitar a URL + :8080 (http://jonathas.no-ip.biz:8080)
É só você digitar a URL, que ela vai redirecionar automaticamente para o seu IP, na porta 8080.

Agora precisamos instalar o cliente do No-IP, que vai rodar no seu PC, atualizando seu IP, enviando seu IP atual pro servidor do No-IP, para que sua URL aponte sempre para seu IP atual.

Instalando cliente do No-IP com o pacote direto do site

Vamos seguir agora com a instalação do No-IP, baseada no guia de Scott Harden.
Baixando e descompactando o No-IP

Crie uma nova pasta e baixe o No-IP:

# mkdir noip && cd noip
# wget http://www.no-ip.com/client/linux/noip-duc-linux.tar.gz

Descompacte o arquivo:

# tar -zvxf noip-duc-linux.tar.gz

Para instalar execute o comando:

# make && make install

Após o termino da instalação, será apresentada na tela algumas perguntas:

“Please enter the login/email string for no-ip.com:” Digite aqui o login/email cadastrado no site no-ip.com

“Please enter the password for user `seu login/email será apresentado aqui`:” digite sua senha.

“Please enter a update interval: [30]:” intervalo de atualização em minutos

“Do you wish to run something at successful update?[N] (y/N)” “n”

Instalando cliente do No-IP pelo Aptitude

Ou simplesmente abra o terminal, e faça um
# aptitude install noip2

Faça:
# noip2 -C -U 10

-C Cria o arquivo

-U Define o tempo de atualização

Entre com os dados da sua conta no no-ip
e defina qual dominio vc quer que ele atualize o ip (isto para quando vc tem vários).

Testando servidor com No-IP

Agora passe a sua URL criada, que aponta pro seu IP, para seu amigo poder testar do PC dele.

Obs: Tem que ser outra pessoa pra testar, de outro PC, outro IP, pois se você mesmo tentar acessar, nada vai aparecer

Se ele visualizar o conteúdo do seu servidor, armazenado na pasta /var/www, utilizando a URL do No-IP pra se conectar, então tudo foi configurado da forma correta.

Tendo terminadas todas as configurações, vamos agora a uns extras…

Programas na inicialização do Sistema

Quando o Apache e o MySQL são instalados, eles são automaticamente configurados para inicializarem junto com o sistema. Se você não deseja isso, instale um programa chamado rcconf:

# aptitude install rcconf

Com o rcconf, é possível retirar programas e serviços da inicialização do sistema.
Rode-o digitando o nome no terminal:

# rcconf

Use a barra de espaço pra marcar e desmarcar ítens, e o tab para ir para os botões de “Ok” e “Cancelar”.

Retirando o Apache e o MySQL da inicialização do sistema, eles só serão inicializados quando você digitar no terminal:

# /etc/init.d/apache2 start
# /etc/init.d/mysql start

Para não precisar escrever isso tudo, criei dois scripts básicos com esses comandos: um para iniciar o LAMP, e outro para parar o LAMP.

Scripts para inicializar e parar o LAMP

Script para inicializar LAMP:
Abra seu programa favorito, como Gedit, Kwrite, vi, etc…
Digite o seguinte texto:

#!/bin/bash

/etc/init.d/apache2 start
/etc/init.d/mysql start
echo ‘Lamp inicializado…’

Salve com o nome de “lamp-start”, sem extensão mesmo.
Abra um terminal, e torne o arquivo executável:

$ chmod +x lamp-start

Logue-se como root, e mova o arquivo para /usr/local/bin/

# mv lamp-start /usr/local/bin

Isso fará com que, de qualquer pasta que você estiver, no terminal, e digitar (como root) “lamp-start” (sem as aspas, claro), irá inicializar de uma só vez o Apache e o MySQL.

Script para finalizar LAMP:

Abra seu programa favorito, como Gedit, Kwrite, vi, etc…
Digite o seguinte texto:

#!/bin/bash

/etc/init.d/apache2 stop
/etc/init.d/mysql stop
echo ‘Lamp finalizado…’

Salve com o nome de “lamp-stop”, sem extensão mesmo.
Abra um terminal, e torne o arquivo executável:

$ chmod +x lamp-stop

Logue-se como root, e mova o arquivo para /usr/local/bin/

# mv lamp-stop /usr/local/bin

Isso fará com que, de qualquer pasta que você estiver, no terminal, e digitar (como root) “lamp-stop” (sem as aspas, claro), irá finalizar de uma só vez o Apache e o MySQL.

Bem, por hoje é só. Até a próxima.


Convertendo vídeos para RMVB no GNU/Linux

1 Abril, 2008

    O rmvb é um formato proprietário da Real Networks, a mesma empresa do Real Player, logicamente. O formato rmvb é muito utilizado, pois possui uma capacidade incrível de compactação de vídeo.

    Para começarmos o tutorial, é preciso ter o mencoder instalado. Caso você não tenha, faça:
no Debian: # aptitude install mencoder

Vamos agora aos passos:

1º passo: Baixe o programa Real Producer
http://forms.real.com/rnforms/products/tools/producerbasic/index.html

2º passo: Descompacte o arquivo .tgz, e como root, mova a pasta criada para /usr/local/
# mv realproducer /usr/local/

3º passo: Crie um link simbólico para o executável:
# ln -s /usr/local/realproducer/producer /usr/local/bin/

4º passo: Agora vamos utilizar o mencoder para descomprimir o vídeo, pois o Real Producer só aceita vídeo descomprimido.
$ mencoder seu_video.flv -oac pcm -ovc raw -o video_final.avi

    Isso vai gerar um arquivo descomprimido, que será bem grande, portanto ocupará bastante espaço.

5º passo: Agora, com o Real Producer, vamos converter o vídeo
$ producer -i video_final.avi -o final_video.rm

    Só esperar terminar a conversão, e pronto; seu vídeo foi convertido para rmvb

Escrevi aqui um shell script, pra ajudar no processo:


#!/bin/bash
# Por: Jonathas Rodrigues
# 01 de Abril de 2008

clear
echo
echo ‘Conversor de vídeos para RMVB’
echo
echo ‘——————————-’
echo
echo ‘Nome do arquivo de vídeo (com extensão)’
read vid
echo
echo ‘Nome do arquivo a ser criado (sem extensão)’
read arqrm
echo
echo

mencoder $vid -oac pcm -ovc raw -o video_final.avi

echo

producer -i video_final.avi -o $arqrm.rmvb

rm video_final.avi

echo
echo
echo ‘Deseja remover arquivo original (s/n)?’
read op
echo

if [ $op = "s" ]; then
rm $vid
echo ‘Arquivo removido’
fi

echo
echo

Faça Download do Script aqui

    Após ter feito o Download, descompacte o arquivo tar.gz, com o comando
$ tar -xvzf tormvb.tar.gz

    Depois dê permissão de execução, com o comando
$ chmod +x tormvb

    Depois logue-se como root, e mova o arquivo para a pasta /usr/local/bin/
# mv tormvb /usr/local/bin/

    Com isso, de qualquer diretório que você estiver, no terminal, é só escrever tormvb, que o script será chamado.

Até a próxima


Redimensionando fotos pelo terminal com o ImageMagick

29 Março, 2008

Aqui vai uma dica rápida.

Situação:
    Você acabou de chegar da festa de um amigo, com a câmera lotada de fotos, mas as fotos estão com resolução de 2000 e pouco por 1000 e pouco, e mais de 3MB de tamanho. Você gostaria de redimensioná-las pra 1024×768, ou qualquer outro tamanho menor, pra poder ficar melhor pra mandá-las por e-mail pra outros amigos.
    Como a câmera está lotada de fotos, você teria que abrir o GIMP, por exemplo, e ir abrindo foto por foto, e redimensionando. Concorda que isso é muito trabalhoso?

    Existe uma forma de redimensionar as fotos pelo terminal, usando o programa imagemagick.

    Se não estiver instalado no seu PC, faça a instalação do mesmo, com o comando
# aptitude install imagemagick

    Agora, é só, pelo terminal, ir até o diretório onde você copiou as fotos, no seu HD, e dar o comando
$ convert -resize 1024×768 nomedafoto.jpg fotoredimensionada.jpg

    Para fazer isso com todas as fotos de uma vez só, é só ir intercalando os comandos, usando ponto e vírgula “;

    O comando acima, iria ficar, por exemplo:
$ convert -resize 1024×768 nomedafoto00.jpg fotoredimensionada00.jpg;convert -resize 1024×768 nomedafoto01.jpg fotoredimensionada01.jpg (e etc.)

    No site do ImageMagick, você pode encontrar mais informações sobre o uso do programa.

Até a próxima.


Habilitando os botões de Desligar e Reiniciar no XFCE

23 Março, 2008
    Algo de muito intrigante acontece quando se instala o XFCE: Quando você clica no botão “Sair”, com o objetivo de clicar pra “Desligar”, ou “Reiniciar”, ele abre uma tela que só mostra a opção “Sair”.
     Durante algum tempo, fiquei me perguntando porque será que, tendo o XFCE, eu tinha que sair pro GDM, pra poder, de lá, clicar pra desligar o PC. No KDE, quando clicado o botão pra desligar, ele mostra as opções “Reiniciar” e “Desligar” o PC. Por que no XFCE esses botões de “Desligar” e “Reiniciar” ficam apagados, possibilitando só o clique no botão de “Sair” pro gerenciador de login?
     Pesquisando um pouco, descobri uma forma de fazer com que esses botões funcionem.
É só editar o arquivo /etc/sudoers, adicionando o usuário, e liberando pra ele a execução do xfsm-shutdown-helper, como diz o site do XFCE.
Ou seja, foi só eu fazer isso:
Abrir o arquivo /etc/sudoers em um editor de texto, como root, e editá-lo:
# /etc/sudoers
#
# This file MUST be edited with the ‘visudo’ command as root.
#
# See the man page for details on how to write a sudoers file.
#
Defaults env_reset
# Host alias specification
# User alias specification
jonathas localhost=NOPASSWD:/usr/sbin/xfsm-shutdown-helper
jonathas localhost=NOPASSWD:/sbin/poweroff,/sbin/reboot,/sbin/halt
# Cmnd alias specification# User privilege specification
root ALL=(ALL) ALL
Sim, foi só adicionar as linhas
jonathas localhost=NOPASSWD:/usr/sbin/xfsm-shutdown-helper
jonathas localhost=NOPASSWD:/sbin/poweroff,/sbin/reboot,/sbin/halt
no arquivo /etc/sudoers, editando-o como root, claro.
Explicando:
jonathas = nome do usuário;
localhost = nome do host do usuário
(para descobrir o do seu PC, dê o comando hostname -f no terminal);
NOPASSWD = serve para ele não pedir a senha do root antes de desligar ou reiniciar;
Agora só salvar o arquivo, ir no terminal, e como usuário normal, digitar o comando
$ sudo xfsm-shutdown-helper
Com isso, vai aparecer:
We trust you have received the usual lecture from the local System
Administrator. It usually boils down to these three things:
#1) Respect the privacy of others.
#2) Think before you type.
#3) With great power comes great responsibility.
[sudo] password for jonathas:
XFSM_SUDO_DONE
Após isso, os botões de “Desligar”, e “Reiniciar”, passam a funcionar no XFCE :D

Resolvendo travamentos do Flash no Linux

12 Fevereiro, 2008

Estarei voltando com o blog agora, depois de bastante tempo parado.
Espero poder fazer pelo menos um post por semana.

Nesse post, gostaria de dar uma dica rápida para quem está com o mesmo problema que eu estava: Usando qualquer navegador no Linux, entrando em sites com conteúdo em Flash, como MySpace ou Purevolume, e depois fechando a aba, o navegador travava, e para poder usá-lo novamente, tinha que matar o processo pra abrir o programa novamente.

Esse problema, só acontecia em sites com conteúdo em Flash; portanto, fui procurar saber a razão do problema.

Fazendo um teste, sugerido neste post do ForumDebian, pude solucionar o problema no meu PC.

O problema, no caso, foi de permissões para o plugin do Flash. Então, o que deve ser feito, é alterá-las:

chmod 777 /diretorio/onde-ta-o-flash/plugin-doflash

após feito isso, é só abrir o navegador, e fazer os testes, pra ver se vai funcionar, ou continuar travando.
Posso garantir que comigo funcionou.


Transformando site em Tableless

24 Julho, 2007

Resolvi fazer uma coisa interessante como passa-tempo nas minhas férias da faculdade.
Peguei um site q tinha sido feito no Dreamweaver, usando tabelas para o layout, e transformei em Tableless, pra seguir padrões do W3C (World Wide Web Consortium).

O site é esse: http://www.adbetel.com.br

Lembrando q eu não sou um Designer, pois se fosse, o site estaria melhor. Eventualmente cairei mais pro lado da programação do q pra design.

O site foi reformulado em XHTML Strict 1.0, e as tabelas antes usadas para seu layout e posicionamento, foram substituídas por posicionamentos através de CSS (Cascading Style Sheets). Também foram usados alguns códigos em PHP pra agilizar no processo de atualização do site, como na parte do informativo, q se atualiza sozinho, mostrando os eventos de acordo com o mês atual. Também foi usado JavaScript para agilizar a edição de alguns links das páginas.

Os únicos programas q eu usei foram:

- Quanta Plus (para escrever XHTML, CSS e PHP)
- GIMP (para edição de algumas imagens)

Tudo desenvolvido aqui no Debian GNU/Linux, e depois transferido pra um servidor Red Hat com Apache, PHP e MySQL.
100% livre (ou quase), pois precisei usar ainda umas antigas animações em Flash, q já estavam prontas desde quando eu usava Windows e fazia elas no Flash e no SwishMax.
Quando precisar mexer agora, usarei o Flash emulado no Linux, através do Wine.
O SwishMax não consegui emular ainda, mas não tem importância. Vou usar só o Flash, e tentar diminur o número de coisas em Flash no site. Fica mais rápido de carregar, mais leve.

Uma grande sacada, foi poder pegar umas imagens q tinham antes como botões, q davam efeito de rollover e tudo, e substituí-las simplesmente por links com background-color, através do uso do CSS.
Isso com certeza deixou o site mais rápido

Posso dizer q fazer um site todo, sem utilizar um editor visual (WYSIWYG), como o Dreamweaver, é bem melhor, pois o código fica mais limpo, mais legível, e mais organizado. O posicionamento através de CSS é muito mais preciso e interessante de se fazer, do q o por tabelas.

Um site q me ensinou muito sobre CSS e XHTML, foi esse: http://www.w3schools.com
Altamente recomendado!


Configurando mouse de 5 botões no Xorg

9 Julho, 2007

Antes de começar este post, mas já começando, gostaria de dizer aqui q a única coisa q me fazia ainda manter uma partição com a porcaria do Windows XP, era um scanner aqui tão velho, q usava a porta paralela (AOC Spectrum F-610), e o Linux não tem tanto suporte a esse tipo de scanner, tem mais suporte é pra USB.
Por isso eu ainda deixava o XP em dual boot com o Debian, pra poder escanear algo quando fosse preciso.

Porém, agora comprei uma Multifuncional HP Deskjet F380, e com o HPLIP (HP Linux Image and Printing System), consegui fazê-la funcionar aqui no Debian.
Hj estou 100% livre:

Disk /dev/hda: 40.0 GB, 40020664320 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 4865 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes

Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/hda1 * 1 1824 14651248+ 83 Linux
/dev/hda2 1825 1946 979965 82 Linux swap / Solaris
/dev/hda3 1947 4865 23446867+ 83 Linux

Disk /dev/hdb: 30.0 GB, 30020272128 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 3649 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes

Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/hdb1 1 3649 29310561 83 Linux

Agora, como podem ver, só tem GNU/Linux no meu HD. Acabei com a partição com o XP.
= p

Depois de ter acabado com a partição do XP aqui, resolvi recriar toda a tabela de partições do hda, pois estava tudo uma bagunça, pq o Debian tava instalado em uma partição extendida, com o /home na msm partição q o sistema, e junto com a partição de SWAP.
E a partição extendida eu não conseguia redimensionar nem usando o Gparted no Linux, nem usando o Partition Magic no Windows. Por isso, resolvi fazer um backup de todas as minhas configurações no hdb, e refazer todas as partições do hda. Com isso, tive q formatar tudo novamente, e instalar o Debian novamente. Estava usando o Debian Etch, e ia instalar ele novamente, por NetInstall.

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Vamos lá, sem mais delongas…

Bem.. eu possuo, como mostrado no post anterior, um Mouse Microsoft Intellimouse, com dois botões laterais.. o da esquerda teria, no Firefox, Opera, etc, a função de voltar a página, e o da direta, de avançar..

Isso já estava bem configurado no Debian aqui antes de ter formatado.. só q agora, depois q eu o formatei, vi q isso não estava mais funcionando.
Peguei o backup q tinha feito do arquivo xorg.conf, e fui copiar as configurações de mouse dele, e colar no xorg.conf criado pela instalação nova.
Mesmo assim, os botões laterais, ao invés de funcionarem pra voltar e avançar página, estavam funcionando como se fossem botões normais de clique!
aí então, vi q era algo mais.
Procurando por diversas fontes no google, vi q teria q mapear os botões do mouse.

Meu /etc/X11/xorg.conf estava configurado da seguinte forma, na parte de mouse:

Section “InputDevice”
Identifier “USB Mouse”
Driver “mouse”
Option “Protocol” “ExplorerPS/2″
Option “Device” “/dev/input/mice”
Option “SendCoreEvents” “true”
Option “ZAxisMapping” “4 5″
Option “Buttons” “7″
EndSection

pq q tá marcado 7 botões ali?
bem, a wheel (rodinha do mouse), é como se fosse 3 botões, pois pra rolar ela pra cima é um botão, pra rolar ela pra baixo é outro, e pra clicar com ela, é outro.
para identificar os botões, digite em um terminal: ~$ xmodmap -pp
Isso deve apresentar a seguinte saída:

There are 9 pointer buttons defined.

Physical Button
Button Code
1 1
2 2
3 3
4 4
5 5
6 6
7 7
8 8
9 9

Veja q os números dos botões são os mesmos do código. (Pode variar pra mais, ou pra menos botões.)
digitando em um terminal o comando $ xev, ele abre uma janelinha onde vc pode clicar, e ele mostra qual o número daquele botão do mouse.

Aqui, apareceram os seguintes valores:
botão esquerdo voltar : 8
botão esquerdo de clique : 1
Wheel pra cima : 4
Wheel pra baixo: 5
Clicando com o Wheel: 2
botão direito de clique : 3
botão direito avançar: 9

Aqui no caso, a wheel retornou os valores 4 e 5.
4 pra cima, e 5 pra baixo. Por isso, na opção ZAxisMapping ali no xorg.conf, está com os valores “4 5″. Com isso, vc faz a wheel do seu mouse funcionar.

Na janelinha q abriu quando vc entrou com o comando $ xev, vc pôde ver quais valores estão associados aos botões laterais do mouse, e com isso agora basta configurar o .Xmodmap, e salvá-lo no seu diretório de usuário ~

Aqui no exemplo, deram os valores 8 e 9, então faremos:

~$ echo “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″ > .Xmodmap

Isso fará com q seja salvo no seu diretório de usuário, um arquivo oculto com o nome de .Xmodmap, e com o valor “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″ dentro dele.

Agora vamos aplicar com:

~$ xmodmap -e “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″

Agora reinicie o X, com um Ctrl+Alt+Backspace, e teste no Firefox ou Opera se está tudo funcionando perfeitamente.

Atualização do post:

Após reiniciar o PC, vi q tive q fazer novamente o comando acima no terminal, portanto tive q chegar a uma solução para isso.
No momento eu estou usando o KDE como ambiente gráfico. Dentro do seu diretório de usuário (/home/nomedousuario/), tem uma pasta oculta chamada .kde
dentro dessa pasta oculta chamada .kde, existe uma pasta chamada Autostart

Abra seu editor de texto favorito, como por exemplo o Kwrite, escreva:

#!/bin/bash

xmodmap -e “pointer = 1 2 3 4 5 8 9 6 7″

e salve como arquivo com o nome, por exemplo, de xmodmap, dentro dessa pasta Autostart (home/nomedousuario/.kde/Autostart)
Não é preciso colocar uma extensão no arquivo, mas se quiser colocar uma, pode ser .sh

Agora vamos tornar executável o arquivo criado.
No terminal, faça:
$ chmod a+x /home/nomedousuario/.kde/Autostart/xmodmap

Após isso, vc terá sempre os botões laterais do seu mouse funcionando corretamente.

Até a próxima.